Lua Azul
   Curtindo meu Rio no feriadão...

Não adianta que eu não me acostumo. Acabei de perder um texto maravilhoso, pois o blog é muito limitado. Como já se viu haver um tempo limite para o expressar-se. Putz! Quem viu o site de minha filha sabe o que sentimos. Mas não irei impor-lhes o palavreado chulo.

 

Hoje inicia-se um longo feriado. Que beleza!

Decidimos que iremos curtir o nosso Rio, os amigos e o ir e vir pelas redondezas. Faz tempo que não usamos a nossa bela cidade maravilhosa.

Curtir o Rio nesses dias de feriado tem um tempero especial. Podemos caminhar nas Paineiras, nadar na  Prainha, que vista linda!!!! Ir ao cinema que desejar, entrar no vídeo clube e descobrir coisas especiais. Comer brownie com sorvete e calda de chocolate bem quente, lá na Praia Vermelha, debaixo daquelas árvores e com aquele visual da entrada da baía de Guanabara. Estou pensando até em subir o Pão de Açúcar. Faz tempo que não pegamos o bondinho.

Ai ai.

A minha cidade é  isso tudo, praia, morros, floresta tudo muito plural. Não dá para se cansar disto aqui.

Começaremos nessa sexta com um programinha bem light, próximo de minha casa.

A filha está super queimada dos 3 dias de independência sem as asas da galinha. Credo, parece um tomate. Agora não pode pegar nenhum sol.

Vamos caminhar nas Paineiras, apreciar a cheirosa floresta. Ficar embasbacada com a beleza de nosso Rio lá embaixo. Fecharemos com um gostoso banho de cachoeira.

Depois pastelzinho de camarão com limonada suíça aqui no Sobrenatural, em Santa, no Largo dos Guimarães. Passadinha no vídeo club e descanso.

À noitinha já tenho programinha com velhos amigos. Estou com muitas saudades. Vamos colocar todos os pingos nos is. Vamos tomar sopinha ou comer pizza de berinjela na Porta Quente.

Preciso ir

Beijos



 Escrito por Luinha às 08h17
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   Carpe Diem

   

"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente."

Rubem Alves (www.RubemAlves.com.br)



 Escrito por Luinha às 06h51
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   Mudando o tom....

Hoje depois de ler 5 poemas constatei que a semana foi muito difícil. É grave!

Tivemos por aqui notícias de um super esquema mafioso que envolve desde a corte em Brasília até o reincidente governo de meu estado do Rio de Janeiro, um Senador do PMDB que tem a pretensão de ser o futuro governador, toda sua bancada, inclusive seu herdeiro na presidência da ALERJ.

Putz envolve gente pra caramba... é assustador.

Depois a triste constatação de como ainda estão crescentes os números  de  gravidez precoce em nosso Brasil. São jovens meninas e meninos quase sempre com a auto-estima lá no pé. Solitários, sem saber as responsabilidades da paternidade e maternidade.

Precisamos agir rapidinho. Falar sobre sexualidade, planejamento familiar, pílula do dia seguinte, camisinha, AMOR... RESPEITO...Alegria. Dá-lhe AMOR-EXIGENTE neles.

Para completar resolvi vir de ônibus para Santa Teresa, bem na horinha do caos. Eles fazem o que querem com a gente.

Depois teve aquele nó na garganta, o gosto de fel da manipulação. Será que alguns não desistem. Lembrei-me logo do Cartola cantando Ainda é cedo amor... Ele canta sobre a auto-estima e fala que o mundo é um moinho.

Mas...

A viagem de subida pra Santa Teresa é linda.

Tenho amigos especialíssimos. Uns trazem a beleza da poesia, me fazem sorrir. Outros, me ensinam que a vida não é só um mar de rosas. Às vezes tem um sabor meio amargo, mas só assim poderemos dar valor ao que é doce.

Têm os beijos secos e molhados.

Clarissa me contou no caminho que precisamos dar asas as nossas áreas de sombra. Conhecer nosso lixo profundamente. Assim estaremos com tudo em cima e sob controle.

O mundo é maravilhosamente  plural.

Ao chegar constatei na caixa do correio que um amigo petista, magoado, arrependido e descrente, me enviou um e.mail que se encaixa como uma luva nesta história toda. Destaquei somente a bela poesia do Gonzaguinha para o deleite de todos.

Ai ai ... que saudade.

 

Estou cada vez melhor...

 

Que eu tenha serenidade pra mandar todos que merecerem “praquele” lugar feio que o Caetano falou. E coragem pra amar a todos que se chegarem.

 

Acho que o  eqüino e a luminosa é que vão gostar ...

 

Beijossssssssssssssss



 Escrito por Luinha às 21h36
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   É...

É.....

   Gonzaguinha

A gente quer valer o nosso amor

A gente quer valer nosso suor

A gente quer valer nosso humor

A gente quer do bom e do melhor

A gente quer carinho e atenção

A gente quer calor no coração

A gente quer suar, mas de prazer

A gente quer é ter muita saúde

A gente quer viver a liberdade

A gente quer viver felicidade ...

É,

A gente não tem cara de panaca

A gente não tem jeito de babaca

A gente não está com

a bunda exposta na janela pra

passar a mão nela...

É....

A gente quer viver pleno direito

A gente quer viver todo defeito

A gente quer viver uma nação

A gente quer é ser um cidadão !!

A gente quer viver uma nação !!!

É, é, é, é.....



 Escrito por Luinha às 19h21
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   Lindo poema...

"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."

Cecília Meireles

 Escrito por Luinha às 17h08
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   Enfim a Luinha de corpo inteiro



 Escrito por Luinha às 16h41
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   Saudades e Xi-Coração

 e

 Escrito por Luinha às 14h27
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   Imagens

Atendendo a demanda de alguns vou tornar a imprimir a imagem que disponho.

Para ser sincera não entendo a necessidade. Deve ser essa coisa massacrante da televisão.

Beijos

Luinha



 Escrito por Luinha às 14h24
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   Enfim hoje resolvi retomar a descrição daquela viagem animada. História daquelas encantadoras mulheres.

Parte 3

 

Subimos, subimos e apreciamos a cada curva a imensidão do belo vale. O velho Paraíba e a cidade de Resende cada vez menor, lá  embaixo.

O Pico das Agulhas Negras, ponto mais elevado da região sudeste, apontava de forma fálica para o céu. Quase podíamos lhe colocar as mãos. Tudo muito bonito.

Aos 1300 metros de altitude, depois de tanto conversar, chegamos a pacata vila de Visconde de Mauá. Ela se resume a uma  ruazinha com um pequenino comércio e muita beleza. O clima é maravilhoso. O sol forte e aquele ventinho gelado nos reportando a pluralidade de nosso Brasil.

Estávamos famintas. Paramos no Gosto com Gosto, restaurante tradicional na região, que serve pratos da Boa Mesa. Deliciamos uma saborosa galinha caipira com quiabo. Eles entendem bem do riscado, nos deleitamos.

Numa caminhada de 50 metros para desgastarmos o impacto da irresistível comida, aproveitamos para liquidar todas as necessidades alimentícias para futuro consumo. Compramos o gostoso queijo na vendinha, água e os variados pães. Estávamos abastecidas. Pé na estrada.

Subimos mais um pouco, dobramos duas vezes à direita. Apreciamos o barulhinho permanente das corredeiras e a beleza do Vale do Pavão.

Mais uma curva e chegamos ao paraíso. Agora os celulares não funcionam. Não há mais comunicação. É indescritível a beleza  do  Vale do Alcantilado e suas cachoeiras.

A casa, uma obra prima, posiciona-se bem no meio de platôs e montes. Compõe-se gentilmente com a esplendorosa natureza. Não era grande, nem pequena. Oferecia-nos um visual encantador.

Embaixo uma pequena cozinha, uma sala de jantar dando para um platô com uma vista de tirar o fôlego. Uma pequena dispensa e uma sala de estar com lareira.

A decoração de excelente bom gosto transpirava aconchego e conforto. Compunha com perfeição com a varanda cheia de trepadeiras floridas. O pé direito de 2 andares e uma parede toda de vidro oferecia-nos uma vista inacreditável e estonteante. Era um verde forte que subia até encostar no céu todo azul. Uau!!!!!!. As deusas chegavam ao Olimpo.

Tudo em ordem. Quem bolou aquilo tão simples e rústico tinha muito bom gosto.

No mais só uma precária escadinha lá para cima com um estúdio, banheiro e 2 quartos.

Ao redor só silêncio, grama e jardim. Nos morros próximos a força da mata virgem.

A pequena nascente pela ação do homem produz uma energética queda d´água. Que barulhinho gostoso...

A alegria das deusas baubos é contagiante. Cantam, dançam e se riem lascivamente. Os passarinhos desvairados acompanham.

Está chegando a noite.

Animadíssimas curtimos os infindáveis papos e organizamos a promissora jornada.

Três belos cachorros da vizinhança vieram dar as boas vindas. Um São Bernardo, um dálmata e um labrador. Todos lindos e encantadores. Ligeiramente incomodadas com o tamanho e a carência dos cachorros, iniciamos com o êxtase  da independência e cooperação a arrumar nossas coisas.

Corajosas, mas desconfiadas, vamos passando de mãos em mãos a lenha para arrumar a lareira.

Repentinamente um estrondoso grito nos faz estremecer e entrar no mais completo alvoroço. Sem saber qual o por quê deliramos no mais completo estado de pânico. Muita adrenalina. Parecia uma cena de suspense e terror.  Um caso de violento assassino voraz. Durou uns bons minutos até podermos respirar entre muitos risos compulsivos. Nada não passou da batida do rabo do cachorro e a possibilidade de aparecer uma barata. A partir dali cada uma criou o seu monstro.

O frio agora   corta a carne. Entramos e acendemos a lareira.

É tão fácil...

 

 

Obs.  1ª parte no dia 30 de julho. A 2ª, no dia 08 de agosto. Aguardo vocês lá.



 Escrito por Luinha às 14h14
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   É o Bafo da Onça que acabou de chegar

Depois de rir a solta de tanta beleza e carinho decidi viver minhas horas de pobre vítima da humanidade.

Surgiram mil caraminholas. Resmunguei, chorei e esbravejei.

Na realidade já havia percebido que mesmo com toda habilidade empregada para   manipular a dor e o sofrimento, isso não combinava comigo. Não dá... Logo uma cobrança feroz – estrutural – de minhas entranhas -  não dá mole. Pega pesado. Me arranca com violência do estupor.

Vem vindo uma aliada, paro a respiração e recomeço a engendrar novamente a novela. Levo logo um fora. Lá do meio do lago a Sapa reage: - “ Sem  essa... você já superou coisas muito mais importantes. Tudo agora tão leve ... Você vai fragilizar?  Ah ... não vai não... Para com isso.

Não sei mais se lamento a falta de solidariedade ou comemoro o resultado de minhas sementes. Ninguém por aqui joga o maldito jogo por muito tempo. Assim é melhor. Sacudo a poeira e dou a volta por cima.

Saio cantando: É nessa onda que eu vou É a onda Iaiá. É o Bafo da Onça que acabou de chegar...



 Escrito por Luinha às 15h16
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   Bom dia, boa vida...

Tenho postado aqui no blog uma série de poesias da série ai ais.... (risinhos). Maravilhosas!!

Agradecimento especial ao Alcyr, um belíssimo amigo parceiro de poemas e poesias.  Veio preencher com muita beleza os meus dias. Quando leio as suas mensagens - ai ai -  são tão pefeitas, que além de me tocarem a alma , me deixam sem palavras.

Dêem só uma espiada...



 Escrito por Luinha às 08h12
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   O MAIS É NADA (Fernando Pessoa)

*Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
*Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
*Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
*Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
*Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
*Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
*As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
*O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
*Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.!
*Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro,
se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.
*Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
*Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho. Alimente sua alma com amor, cuide de
suas feridas com carinho.
*Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
*Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
*Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
*Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
*Olhe para o lado, alguém precisa de você.
*Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
*Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
*Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
*Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
*Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
*Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
*Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte!
*Se perceber que precisa seguir, siga!
*Se estiver tudo errado, comece novamente.
*Se estiver tudo certo, continue.
*Se sentir saudades, mate-a.
*Se perder um amor, não se perca! Se achá-lo, segure-o!
"Circunda-te de rosas,ama, bebe e cala. O mais é nada".



 Escrito por Luinha às 08h01
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   Não sei o que há com os poetas ... ou será comigo?

>               A Hora do Cansaço
>               As coisas que amamos,as pessoas que amamos
>               são eternas até certo ponto.
>               Duram o infinito variável no limite de nosso poder.
>
>               De respirar a eternidade.
>               Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
>               dar-lhes moldura de granito.
>
>               De outra matéria se tornam, absoluta,
>               numa outra (maior) realidade.
>               Começam a esmaecer quando nos cansamos,
>               e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
>               de aspirar a resina do eterno.
>
>               Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
>               Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
>               rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
>               Do sonho de eterno fica esse gosto acre
>               na boca, na mente,
>               sei lá, talvez no ar.
>
>                Carlos Drumond de Andrade

 Escrito por Luinha às 07h55
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   Ai ai .... Recebi de presente. Vale a pena conferir. "Nada do que vivemos tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas"

"Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que
vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas.
 
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
desejo que sacia,
amor que promove.
 
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida... é o que faz
com que ela não seja nem curta e nem longa demais, mas que seja intensa,
verdadeira, pura... enquanto durar!"
 
"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"
 
Cora Coralina


 Escrito por Luinha às 06h43
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   Ai ai

devia ter complicado menos... ter visto o sol se pôr...

 Escrito por Luinha às 08h14
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   Vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego...de tanto amor... de tanto rir ... de surpresa, de êxtase, de felicidade

Receita da Da. Cacilda para se manter bem vivo:

1. Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.

Isso inclui idade, peso e altura.

Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.

2. Freqüente, de preferência, seus amigos alegres. Os "baixo-astral" puxam você para baixo.

3. Continue aprendendo.

Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo.

4. Curta coisas simples.

5. Ria sempre, muito e alto.

Ria até perder o fôlego; ria para você mesmo no espelho, ao acordar e que o sorriso seja sua última 'atitude' antes de dormir.

6. Lágrimas acontecem.

Agüente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO enquanto você viver e seja uma boa companhia para si mesmo.

7. Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.

Seu lar é o seu refúgio, sua mente seu paraíso.

8. Aproveite sua saúde.

Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a da maneira mais simples: caminhe, sorria, beba água, ore, veja comédias, leia piadas ou histórias de aventuras, romances e comédias. Se está abaixo desse nível e não consegue fazer nada por si mesmo, peça ajuda.

9. Não faça viagens de remorsos.

Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, pega carona numa cauda de cometa, imagine os mais diversos objetos formados pelas nuvens no céu, mas evite as viagens ao passado, pois você pode ficar retido na estação errada. Escolha as lembranças que quer ter; não se deixe dominar por elas ou perderá o direito à escolha.

10. Diga a quem você ama, que você realmente o ama, e diga isso em todas as oportunidades, através do olhar, do toque, das palavras, das ações diárias e do carinho.

Seja feliz com seu próprio sentimento e não exija retribuição; você terá, de graça, o que o outro sentir; nada mais, nada menos.



 Escrito por Luinha às 08h05
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   Amar

 
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
 
 Obrigada Alcyr...
O sol está brilhando mais forte por aqui e os passarinhos cantam bem alto. Beijos


 Escrito por Luinha às 07h10
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   Você merece uma poesia!

Obrigada, encheu a minha vida de beleza.

Beijos

VOCÊ

Você merece uma poesia 

que fale de amor, de ternura, de vida,

que possa envolver o seu mundo 

em lembranças jamais esquecidas.

Você merece uma poesia 

que possa enfeitar o seu viver,

que fale de pequenas coisas 

importantes ao seu ver.

Você merece uma poesia 

tão bela, tão suave, tão pura,

que traga para a sua alma,

toda beleza da ternura.

Você merece uma poesia!

 Pudera fosse eu a fazê-la!

Entregaria junto a ela,  o céu,

e todas as estrelas.

Você merece uma poesia 

 e se fosse eu a escrevê-la,

não esqueceria nada, tudo escreveria,

tudo que há em sua alma bela.

                 Thais S. Francisco

 Escrito por Luinha às 17h56
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   Pílula do dia seguinte, camisinha e planejamento familiar.

A Secretaria Municipal de saúde do Rio de Janeiro inicia um arrojado programa de planejamento familiar. Dentre outras coisas suas maternidades, o programa de saúde de família e o programa de remédio em casa, estarão distribuindo camisinhas e a pílula do dia seguinte gratuitamente.

Excelente!

A pílula do dia seguinte.

O anticoncepcional pode ser usado até  72 horas após a relação sexual para evitar a gravidez e é indicado em casos de emergência, como falha no uso da camisinha ou interrupção por mais de dois dias da pílula contraceptiva comum. No mercado, a dose custa, em média, R$ 20,00.                                                
 É indicado para evitar uma gravidez indesejada.   

Apesar de impedir a gravidez indesejada, a pílula do dia seguinte não impede o contágio  de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids e a hepatite c. Muito importante o uso da camisinha. Só se deve recorrer a essa pílula em caso de emergência.



 Escrito por Luinha às 08h06
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   Me faz bem

Sábado passado inquieta mexia pra lá e pra cá. Foi muito bom...

Lia, conversava com velhos e novos amigos. Sorria, ouvia música, cantava, aprendia e partilhava.

Pensava nas relações e suas histórias. Como é fácil, é só uma questão de escolhas. Sem dúvida somos os donos de nossa história.

Ai ai ...

As deusas com o corpo solto brincavam no cio com o luar. Riram até esgotar.

Algum tempo não se sabia de  festa tão boa. Salve a nova era. Derrubaram os  pinos. Todas as bolas foram strike. Uma avalanche de alegria, beleza e poesia quebrou todas as dúvidas e tensões. A doce energia que rolou era maior que o fundo do mar.

Conspiração é a palavra chave. Respiraram juntos. Transbordaram o que tinham de melhor.

São momentos inesquecíveis, singelos e delicados.

Muito prazer, valeu a pena conhecer vocês.

Me faz bem esse jeito bom de gostar.



 Escrito por Luinha às 07h46
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   Detalhes tão pequenos ...

Nem tudo na vida é cor-de-rosa. Tenho pensado sobre isso e sobre a tentação de mergulharmos no perverso jogo da culpa. È o dinheiro que não chegou, a conta muito alta das necessidades burguesas do dia a dia, as ditas obrigações, as responsabilidades, o alto preço disto tudo. Temos ainda as pressões altamente perniciosas dos jogadores compulsivos. Eles batem sempre na sua porta. Não aceitam o “passei”.  São provocativos. Querem por que querem que você assuma um dos dolorosos  papéis – vítima, vilã ou boazinha.

Não quero!

Somos eventualmente tão carentes de dor que perdemos algum tempo nos manipulando. Sim,  a nós mesmo. Oh coitadinha! É uma vítima das circunstâncias, ou será  uma vilã poderosa, mas ela é sempre tão boazinha e ninguém  percebe.

Somos iguais a um prato de sopa bem quente. Precisamos ir comendo pelas beiradas.

A alternativa a dor, a mágoa e o sofrimento é algo que só se remete às nossas próprias escolhas. É pura responsabilidade pessoal.

Eu determino!

Nunca desista de seus sonhos, de poder observar o cotidiano, de sentir o cheiro da chuva, de estremecer ao toque, de beijar na boca, de fazer amor mesmo com camisinha.

Nunca desisto!

Nada de drogas, só beleza e poesia.

VIVA.



 Escrito por Luinha às 10h57
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   Juremir é coisa nossa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um dia desses recebi uma puxada de orelha de um dileto amigo. Ele é daqueles que carregam o forte estigma de serem "ESPECIAIS". Alertou-me que o leitor de meu blog não entenderia meu caso com  Juremir . Espero que sua frau também não. (muitos risos) Comentou inclusive sobre minha relação com Clarissa. Fui remida por minha dileta amiguinha luminosa. Sempre me incentivando a ir mais adiante. Passional esbravejou: - “Deixe ele pra lá. Se não fosse tão preguiçoso poderia estar sintonizado. O leitor assíduo sabe bem do quê você está falando.”

Eu os adoro, mas ambos têm razão. Partilho com meus antigos amigos, mas tem sempre gente nova chegando.

Aproveitarei para criar uma boa nota de rodapé.

Juremir da Silva Machado é um mestre da mais alta estirpe. Escritor sagaz e sedutor, cronista plural e admirável, sociólogo, e tantas coisas mais. Até outro dia coordenava a mais alta formação de jornalismo da Puc do Rio Grande do Sul. Vive transitando entre os grandes e melhores pensadores da atualidade. É um neo-filósofo. (Será um sacrilégio?) Sua literatura faz jus a um reconhecimento nacional que ainda não teve. Juremir é coisa nossa.

 



 Escrito por Luinha às 08h15
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   Ipê Amarelo.

 

Ontem, assim que cheguei de viagem, fui correndo ler Juremir. Já contei sobre o fascínio que normalmente suas crônicas exercem sobre mim. Temos uma alta sintonia. Nem toda  distância e nossas tantas diferenças conseguem atrapalhar. Sinto sua forte presença quando leio Getúlio. Sinto o gosto e até o cheiro.  Não queria que acabasse. Gosto muito como aborda  as questões íntimas dos homens. 

Sua narração de domingo me acertou como uma flecha. Pegou-me frágil. Traduziu uma avalanche de sentimentos, saudades, beleza e até uma dose de melancolia. É quase sempre assim. Trouxe de volta a poesia. Sei do que fala. Compreendo a avassaladora força do belo ipê amarelo e a singela pureza da terra escorregando pelas mãos meio abertas.  A vida só depende de nossa vontade ao criar a realidade. Lá vem ele de novo carregando na mala os meus velhos ossos.



 Escrito por Luinha às 08h05
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   Faz parte

Não sei bem explicar o que o Juremir faz comigo, mas sem dúvida me deixa cada vez melhor. Imaginei por onde estão nossas afinidades. Acabei por concluir que estão no tesão pela beleza do cotidiano. Sou alimentada de vida pelos pequenos detalhes do dia a dia. Sinto-me rígida, cega, surda,  insensível e sem graça, quando não consigo perceber as ditas coisas simples. Só preciso de gente e da natureza para ser feliz.

Ontem acabei por solidificar mais uma amizade especial. Criamos um nível mais elevado de relação.

O amor é finito, enquanto dure diz o poeta. A amizade especial vem contemplada com um certo ar de eternidade. O que será que a distingue do amor? Será o risco?

Não tenho a menor dificuldade de esparramar o meu amor. Apropriando-me da beleza que nos cerca ele sai incontrolavelmente de dentro de mim. Preocupa-me às vezes a responsabilidade. Será que é necessário reprimi-lo. São tão diversos e variados os seus conceitos.

Descobri também que criamos diferentes formas de relações de amizades especiais. Mas sem dúvidas são todas perfeitas.

Um segredo: são todas AMOR.

Não tenho vergonha, não tenho medo, nem qualquer preconceito. Amo os meus amigos – TODOS – os jovens, os pequenos, os grandes, a família, a brisa da manhã, a minha cidade maravilhosa, mesmo cheia de problemas, o pôr-do-sol e principalmente a Lua  Não há ordem muita das vezes, mas isso faz parte.



 Escrito por Luinha às 08h29
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   A felicidade anda sempre por aí à espera de um carinho.

Aos que chegam por aqui pela primeira vez, uma explicação. Não sei como aconteceu, mas acabei totalmente seduzida pela arte do mestre, escritor, jornalista, sociólogo, Juremir Machado. Aprendi amá-lo, respeitá-lo, de forma infinita, enquanto dure.

Ele e o trote com o belo cavalo me fizeram aprender muito sobre as lindas raízes gaúchas.

Nunca havia voado corretamente por essas bandas.

Ela me faz tão bem... Que eu também quero fazer isso por ela.

Viva a amizade!!!!!

Beijos

Luinha

SER FELIZ
Juremir Machado da Silva


E tudo o que se pode. Mas nem sempre os outros deixam. São tantas as recomendações: não se queixe, não conte vantagens, não demonstre ressentimento, lute, não se deixe abater pelas derrotas, não seja invejoso, não seja arrogante, ajude os outros, seja humilde, não banque o dono da verdade, não seja fútil, não seja pernóstico, pense nos outros... Cada um tem tantas vontades e tantas limitações que a felicidade parece o horizonte: quando mais a gente se aproxima dele mais ele se afasta. Muitos se assustam com tantos imperativos categóricos e não se atrevem mais a pôr a felicidade no colo numa tarde qualquer de primavera. Mas a felicidade anda sempre por aí à espera de um carinho. É certo que não se entrega para sempre, porém encontra mil maneiras de satisfazer uma pessoa que esteja disposta a correr esse risco.

Exatamente, um pouco de felicidade exige uma boa dose de risco. Não se imagine, contudo, que correr riscos tenha algo a ver com aventuras terrivelmente perigosas em campos minados. O maior risco continua sendo o de se abrir para o mundo, fugir das parcas certezas que nos prendem ao sofá como ao rochedo da salvação e mergulhar no extraordinário do cotidiano. Por trás da aparente banalidade do dia-a-dia esconde-se um universo fantástico de pequenas grandes coisas. É difícil esquecer banho de chuva de verão ou de mangueira em tardes de janeiro. A infância, mesmo que os adultos tentem estragá-la, é um reservatório de sonhos. Mais difícil ainda é ver que há, felizmente, muito dos jogos infantis na vida dos adultos de coração aberto às coisas simples.

Do futebol de sábado à tarde às rodas de amigos nos bares ou nos parques, numa atmosfera de não está acontecendo nada, está acontecendo o principal: a vida. A grande lição, sem preço, da vida é sempre a mesma: seja autêntico. Brigue se tiver de brigar, rompa se tiver de romper, não abra mão dos ideais, salvo se eles se tornarem prisões dogmáticas ou armaduras do passado, e perdoe quando chegar a hora, pois ela quase sempre chega. Eu estava pensando nisso, domingo, atravessando a Redenção, quando um mendigo me chamou. Tentei evitá-lo. Ele insistiu. Finalmente, do alto dos meus preconceitos, certo de que me daria uma facada, olhei para ele. Sorriu. 'Viu como esse raio de sol te persegue?', perguntou. Não, eu não tinha visto. Estava pensando na felicidade.

juremir@correiodopovo.com.br



 Escrito por Luinha às 06h19
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   O amor não vai parar de rolar

Depois de uma manhã atribulada descobri bem distante o suave cantar das pequenas aves de meu nostálgico bairro na cidade maravilhosa.

Bem cedo lendo as últimas notícias parecia impossível sorrir. A indignação exigia uma melhor gestão da segurança pública.

Não podemos esquecer a esperança. Religião e política não se misturam. Fora a Universal. Continuaremos com o carnaval, o reveillon, o cine Rio nas lonas culturais e a profissionalização dos serviços públicos municipal.

Cariocas são alegres, são bacanas, são sacanas, são modernos e não gostam de dias nublados.

O carro subiu com velocidade a  íngreme ladeira. Observei o tom de azul do céu. Estonteante a beleza. Enfim, seja bem-vinda. O céu uniu-se a terra e tudo se esclareceu. O destino nunca me quis só.

Chego correndo e coloco a música bem alta. O nosso amor não vai parar de rolar, de cantar e ser tema de livro.

Achei a chave de casa, o freio e o deserto não está mais frio. Nunca mais pintarei o rosto, a paisagem, nem o sete.

Onde será que você está agora? Vem pegar o trem para mudar as nossas vidas.



 Escrito por Luinha às 09h36
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   Afinidade, que coisa maravilhosa!!!!!!!!!!!!!!!

Afinidade é um dos poucos sentimentos que 

 resistem ao tempo e ao depois. 
A afinidade não é o mais brilhante, 

 mas o mais sutil, delicado e 
penetrante dos sentimentos. 
É o mais independente também. 
Não importa o tempo,  a ausência,

 os  adiamentos, as distâncias,  as 
impossibilidades. 
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo. 
Ter afinidade é muito raro. 
Mas, quando existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar. 
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as 
pessoas deixaram de estar juntas. 
Afinidade é ficar longe pensando 

parecido a respeito dos mesmos fatos que 
impressionam, comovem ou mobilizam. 
É ficar conversando sem trocar palavras. 

 É receber o que vem do outro com 
aceitação anterior ao entendimento. 
Afinidade é sentir com, 
Não é sentir contra, 
Nem sentir por, 
Nem sentir pelo. 
É olhar e perceber. 
É mais calar do que falar, ou,  

quando é falar, jamais explicar , 
apenas afirmar. 
Afinidade é ter perdas semelhantes 

 e iguais esperanças. 
É conversar no silêncio, 

 tanto nas possibilidades exercidas quanto das 
impossibilidades vividas. 
Afinidade é retomar a relação no ponto 

  em que parou sem lamentar o tempo 
de separação. 
Porque tempo e separação nunca existiram. 
Foram apenas oportunidades 

 dadas (ou tiradas) pela vida. 

( Texto de Arthur da Távola)



 Escrito por Luinha às 09h32
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