Lua Azul
   Estrelas e amigos

Usei muito o filme de treinamento que originou esse belo conto. Ele é usado numa abordagem sobre valores em planejamento estratégico.

Assim que bati os olhos  associei às experiências que tive no Chat do Humortadela.

Creio que é este o espírito que está mais presente nas relações virtuais concebidas no nosso delicioso Asilo.

O carinho, o zelo com que toda gente se cuida é extraordinário.

Gostaria de agradecer aos meus queridos amigos e amigas que tive o prazer de conhecer. Vocês foram e são muito importantes. Continuem assim... Vocês fizeram toda diferença.

Desejo que o novo ano seja repleto de coragem, serenidade e muito amor em seus corações.

Obrigada

Luinha, que os ama muito...

Estrelas ao Mar


Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia,
junto de uma colônia de pescadores.

Todas as manhãs ele caminhava à beira-mar para se inspirar e à tarde ficava em casa escrevendo.

Certo dia, caminhando pela praia, viu um vulto
ao longe que parecia dançar.

Ao chegar bem perto reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar na areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.

- Por que está fazendo isso ? perguntou o escritor.

- Você não vê !?

respondeu o jovem.

- A maré está baixa e o sol está brilhando.
Se elas continuarem aqui na areia todas irão secar e morrer.

O escritor espantado disse-lhe:

- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora e centenas de milhares
de estrelas-do-mar espalhadas pela areia.

E continuou:

- Que diferença faz você jogar umas poucas de volta ao oceano se a maioria irá perecer de qualquer forma?

O jovem pegou mais um estrela na areia, jogou-a de volta ao oceano, olhou para o escritor e disse:


- Para essa eu fiz diferença...

Naquela noite o escritor não conseguiu escrever e nem sequer dormir.

Pela manhã voltou à praia, procurou pelo jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano



 Escrito por Luinha às 06h40
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   Um pouco de Portugal, por meu amigo Marco Navy

Conheci meu querido amigo Marco Navy um dia desses quando fazia uma leitura de um jornal de Portugal. Entrei no chat do Jornal português e Navy foi logo se chegando. Foi surpreendente a surpresa ao nos encontrarmos no msn e vermos que nossas imagens eram idênticas. Ele, como eu, tinha um fascínio por lua. Em pouco tempo estreitamos laços de uma boa amizade. Hoje pela manhã ele me contava sobre as delícias de Portugal. Convidei-o a escrever, pois gostaria de postar em meu blog. Olhem só o que deu... beleza pura...

Beijos querido, agradeço seu carinho.

 

Coisa que eu adoro é um bom presunto, só que em Lisboa já é muito raro encontrar o verdadeiro presunto, o caseiro.

Por isso decidi ir, como faço várias vezes, ir buscá-lo onde ele é feito com métodos tradicionais, uma região chamada Trás-os-Montes.

Acordei cedo e sai de casa às 11 da manhã. Levei a minha filha como companhia, como é costume.

Fomos em direcção ao Ribatejo, zona de touros e pastos muito verdes e onde esta a quinta onde um ator brasileiro participa de um reality show.

1ª paragem, Constância, zona perto do Rio Tejo. Decidi lá almoçar num restaurante pequeno, mas acolhedor, chamado Trinca Fortes. Comi uma sopa de ossos, que não é mais que uma sopa de legumes com ossos de vaca para dar sabor, e, um bacalhau assado com batatas com casca, regado com azeite... Estava óptimo.

 De seguida continuei para norte, e já que ia buscar presunto, porque não ir a Covilhã (que é uma zona bonita de Inverno, devido a sua proximidade com a serra da Estrela, cai neve) buscar o famoso e delicioso queijo da serra?? Foi o que fiz ... Cheguei por volta das 15 horas. Foi uma paragem rápida. Parei, comprei o queijo e segui.

Finalmente às 18 horas cheguei ao meu destino, Vila Real, cidade mais importante de Trás-os-Montes. Comprei o meu presunto de porco preto. Como já era quase hora de jantar decidimos ficar mais um pouco e jantar por lá. Jantamos no restaurante Museu do Presunto onde comi uma Posta Maronesa, naco de carne de vitela na brasa... A sobremesa foi  a mesma do almoço e a minha preferida... mousse de chocolate.

Depois de ter o meu presunto, o meu queijo e a barriga cheia voltei para Lisboa o mais rápido que pude. Cheguei por volta da meia noite e meia.

Espero que tenhas gostado deste pouquito do meu Portugal.

Bjs Lua mais linda do mundo



 Escrito por Luinha às 16h04
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   Um casamento arranjado

Embalada pelas belas músicas de Geraldinho Azevedo ao fundo acompanhado pela linda orquestra de passarinhos, nessa manhã lusco-fusco de um verão atípico em minha cidade maravilhosa,  resolvo matar as saudades e partilhar com vocês uma história muito interessante e divertida que me contaram.

Falaremos um pouco deste nosso Brasil plural de contrastes tão marcantes.

O fato notável ocorreu numa pequenina cidade do interior do Ceará. Nem tão longe da formosa capital, mas completamente alijada do desenvolvimento social e urbano.

Em pleno século XXI  espalha-se por uma enorme família de 21 filhos que um de seus irmãos, cabo eleitoral de um parente, político tradicional da região, ao se embrenhar pelo sertão em busca de votos encontrou uma bela mulher perdida em uma casinha humilde lá onde ninguém mais passa.   Trocaram olhares e ele foi fisgado.

Ele voltou para sua casa de fazenda e amargou sua solidão. Solteirão convicto, agora cinqüentão deixou-se questionar na sua tradicional disposição para a gandaia. Assim, ao chegar uma de suas irmãs mais velha,  comentou que encontrou uma linda moçoila lá nos matos. Como era linda...

Sua irmã comovida pegou seu mano pelo cabresto e se embrenharam pelas secas paragens do sertão nordestino. - “Mostre-me essa formosura”.

Ao chegarem encontraram uma casa muito simples. Tudo muito limpo e bem cuidado. Inspecionou com disfarçada atenção cada detalhe. A senhorita dos sonhos de seu irmão não estava em casa.

Ela apresentou-se:

- “Somos filhos do fazendeiro que em tempo longínquo foi proprietário de boa parte dessas terras.”

O dono da casa sentiu-se honrado. Conhecia muito bem o grande homem que cavalgara por aquelas bandas. Tinha-lhe muito respeito. Convidou-os para um café.

A audaciosa mulher levantou a vida da filha do anfitrião. Perguntou de um tudo, qual era seu dote, não financeiro, mas suas qualidades, idade, histórico de namoros. Seu pai disse-lhe que a menina sossegada, era caseira e muito prendada. Nunca havia namorado, não gostava de sair para festas, estava por isso meio encalhada.

Assim ela continuou...

- “Meu irmão aqui ficou encantado com sua filha e vim aqui tratar do assunto. Ele tem uma casa lá na fazenda e precisa de uma boa mulher para tomar conta dele.”

O pai reaje:

- “Minha filha é uma moça pura só saíra de casa casada”.

- “Aceitamos a exigência. Voltaremos amanhã para conversar com ela”.

O pretendente ansioso só balança a cabeça afirmativamente. Não abre a boca.

 No dia seguinte ela voltou sozinha para pegar a moça para passar o dia na fazenda. Conversou muito. Orientou-a sobre suas obrigações de mulher. Criaria galinhas para ter ovos frescos, faria uma pequena horta para comerem alimentos saudáveis, e, assim por diante. Seria a dona da casa.

Ao reencontrar o aspirante à sua mão, a dama derreteu-se toda. Sorriu delicadamente, também fora fisgada. O namoro começou.

Duas semanas depois a recém-chegada balzaquiana mudou-se de mala e cuia. A paixão selou a nova relação, nem foi preciso o casamento.

Eu, como o poeta, desejo-lhes um amor maravilhoso e infinito...



 Escrito por Luinha às 09h09
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   O poeta voltou novamente

Juremir errante como um navegante conta a história de nosso mais puro semblante.
Ele voltou. O poeta voltou novamente.
Beijos
Luinha
 

CRÔNICA RIMADA
Juremir Machado da Silva


Foi na rua, outro dia, quando a Lua nos espiava. Dos olhos da guria uma luz se esfarelava. Então eu disse: a prosa nunca deve ser rimada. Ela, como quem não sabe de nada, respondeu: não faz mal, a poesia é sempre um pecado. Achei aquilo normal, um recado, apesar de já não me sentir por inteiro. O olhar da menina ganhou um tom levemente matreiro. Foi aí que eu percebi, juntos descobriríamos o trem da hora e perderíamos a noção de ir embora. A noite cantava nas garrafas, eu lancei as minhas tarrafas ao mar. Encostada na porta estreita de um bar de parvos, tragando as cervas originais de uma triste frigidaire, ela me recitou, mascando ervas, com o dedo longo em riste, toda toda direita, dois centavos marginais de Baudelaire.

Pede esmola uma mendiga ruiva. Uiva uma sirene numa ruela. A menina, com o seu olhar de passante, desfila numa falsa passarela uma melancolia asfixiante. Eu, sem modéstia alguma, nasci para navegar. Foi o que pude lhe infligir. Sem saber aonde eu ia, pois quase avancei o sinal, ela nem tentou me atingir, não foi por mal, mas esteve por me fazer naufragar. Não há navegação sem naufrágio, viu, falou perto de mim. Quase sorriu. Não adianta pagar pedágio. Se digo de onde vim, reclamou, verá que o destino não tem fim. Chorou. A noite não tinha mais escuro, salvo um jeito duro, uma estranha ausência de futuro, o alvo claro de um açoite.

Não pretendo ser o primeiro, inventei, por gracejo. Nem poderia, inventou com toda calma, o primeiro foi um acidente que ficou na minha alma como uma tatuagem de hena. Tinha graça, não me dava pena, tomei coragem para desanuviar a mente. Quero ser apenas o certeiro. Vi no seu rosto tenso um laivo de desgosto e uma ponta de deboche, um 'reproche', feito o brilho de um broche numa tarde de agosto na qual ainda penso.

Não sou Teresinha, parceiro, desabafou, vulgar, insular, pendular, ninguém se instala feito um posseiro no meu coração. Não tem quem abarque, nem Chico Buarque, o tamanho da minha solidão. Contemplei a madrugada sem velas. Um resto de telha. Os lixeiros zumbindo feito abelha. Coleta malsinada. Sorvi o amargo da cachaça com a pressa dos muambeiros. Uma barcaça que aparelha nas vielas do meu quarto. A garota mexeu comigo. Mostrou-me o seu umbigo. Bebeu até o último trago. Partiu antes do meio-dia. Envolta no meu estrago. Deixou-me um parto de maresia. Que mais eu queria?

juremir@correiodopovo.com.br



 Escrito por Luinha às 05h56
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   Maravilhosas conversas com a Lú

Olá, querida amiga, foi um enorme prazer matar um pouco da saudade.

Adoro toda a realidade provocada por nossos instigantes papos virtuais. Quantos canais e possíbilidades...  

Imagine se tivesse passado pela vida sem guardá-la em meu coração. Salvem nossas afinidades. É um grande prazer tê-la por aqui.

São imperdíveis nossas conversas, sejam no ousado triângulo sob o olhar atento do mestre lobo, com os bons  amigos de todas as idades no HT, ou, na intimidade.

Você tem toda razão estava completamente envolta de paixão. Você sempre acerta em cheio. Estou completamente seduzida pela vida. Tenho enorme prazer de brindá-la com todos vocês.

Dust in the wind. Vamos aproveitar ...

Querida Marta,

É minha amiga, seu texto foi inspirador. Senti cada gota de Lua e Marta mesclando-se democraticamente. Com certeza, ali, naquele momento, você estava movida intensamente pela paixão em toda a plenitude de seu significado.

Até nisto somos parecidas. Somos bem condescendentes com o virtual, pois conseguimos trafegar com desenvoltura pelos seus meandros.

A meu ver, comunicação ou relacionamentos virtuais não podem ser encarados como algo tão alienante. Tenho observado, nas minhas modestas incursões ciber-espaciais, justamente o contrário. Acredito que o anonimato propicia muito mais a revelação do que a fantasia. Longe dos holofotes e do foco real os protagonistas tendem a se desmascarar com muito mais facilidade. Existe uma descontração natural de quem atua no virtual, patrocinado pelo conforto da distância física.

Existe ainda o benefício da não primeira impressão visual que todos exercemos sobre as pessoas. Muitas vezes o coração rejeita algo ou alguém pelo simples acionamento do elemento altamente cerebral e seletivo que é o olho humano. No virtual invertemos o conceito de comunicação. Entramos primeiro em contato com o conteúdo e não com o invólucro o que de certa forma permite uma seleção inversa do que a que normalmente ocorre no dia a dia nos relacionamentos. Não é uma questão de distorcer a realidade. Não é o feio que se torna bonito e charmoso, na verdade ele já é belo e charmoso em sua essência, só não possui o padrão estético usual. Para estes casos o virtual funciona como um provedor da auto-estima e coloca os relacionamentos sob uma ótica mais favorável.        

 

A sedução no virtual se faz quase na mesma proporção do real. O mesmo barba-azul que no virtual seduz e confunde o incauto, na realidade o faria de forma idêntica, já que aqui a vítima é que sempre se predispõe a isto. A sedução perversa atua inexoravelmente, independentemente da natureza das relações.

 

Conceituo a paixão como a mola propulsora do ser humano. Uma das definições do Michaelis sobre paixão é “movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal”, ou seja, na verdade tudo o que fazemos, vivenciamos e sentimos é movido à paixão, pois a alma é dinâmica.

 

Os relacionamentos virtuais ou reais são centelhas que atuam sobre o nosso piloto interior fomentando esta chama ardente que reside em cada um de nós. A forma como estamos predispostos a interagir é que definirá o contorno e dimensão desta paixão.

 

Muitas vezes vivemos muito mais virtualmente do que realisticamente. Depende do quanto realizamos aquilo que potencializamos. Somos um caldeirão de sonhos, fantasias e desejos. O negócio é botar pra ferver.

 

Continue assim dona Marta, apaixonadamente inspirada e inspiradora. Você nos instiga sempre.

 

Grande beijo

 

 

  

 

 



 Escrito por Luinha às 08h04
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   Cristo com a Lua

Hoje recebi um lindo presente de uma nova amiga de Recife.

Ela também é ligadinha na minha Cidade Maravilhosa.

Olhem só a foto que tirou da Lua e o Cristo Redentor.



 Escrito por Luinha às 08h09
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   Dust in the wind

Têm algumas músicas que me dominam completamente. Mexem profundamente com minha alma.

A partir de hoje partilharei com vocês a boa da vez.

Espero que gostem...

Kansas

 

Dust In The Wind 


I close my eyes
only for a moment
and the moment's gone
all my dreams
pass before my eyes in curiosity
dust in the wind
all they are is dust in the wind

Same old song
just a drop of water
in an endless sea
all we do
crumbles to the ground
though we refuse to see
dust in the wind
all we are is dust in the wind

Now, don´t hang on
nothing lasts forever
but the earth and sky
it slips away

And all your money
won`t another minute buy

Dust in the wind
all we are is dust in the wind
dust in the wind
dust in the wind
everything is dust in the wind

Aí a tradução...

Poeira no vento
 Eu fecho meus olhos
Só por um momento e esse momento se vai.
Todos meus sonhos
Passam diante dos meus olhos, uma raridade.
Poeira no vento
Tudo que eles são é poeira no vento.
 A mesma antiga canção
Só uma gota d’água no oceano infinito.
Tudo que fazemos
Desintegra-se à terra, embora nós recusamos ver.
Poeira no vento
Tudo que somos é poeira no vento.
Não persista 
Nada dura para sempre, a não ser a terra e o céu.
Isso vai embora
Nosso dinheiro não vai comprar outro minuto.
Poeira no vento
Tudo que somos é poeira no vento (tudo que somos é poeira no vento).
Poeira no vento (tudo é poeira no vento)
Tudo é poeira no vento.


 Escrito por Luinha às 08h05
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   Paixão Virtual ou Real

  Paixão Virtual ou Real

  Há uma série de limitações para o completo entendimento de um texto. O
  próprio sentido da linguagem é uma delas. É fundamental termos também a
  compreensão de que não damos conta dos motivos e anseios do autor.
  Alguns textos, romances, poesias, crônicas ou mesmo bilhetinhos curtos
  têm o dom de mexer profundamente com a minha alma.  Coloco-me  no lugar
  comum onde o artista criou sua obra e aí sim, viajo profundamente. Deixo
  fluir até a corrente sangüinea. Chamo isto de aprendizagem. Uma promíscua
  relação entre meus motivos e anseios e os do autor.
  Todo conhecimento gerado a partir da linguagem é imaginário ou realidade?
  Tudo é válido, só precisamos ter olhos que vêem.
  É isso que normalmente acontece comigo ao ler uma obra. Já descrevi por
  diversas vezes aqui o meu caso com o Juremir. Escuto sua alma e sinto sua
  delicadeza e beleza. O sentimento é meu. Permito que meu coração seja
  tocado pelo Deus que existe nele.
  Ai, ai...
  Isso se chama amor.
  Delego poder aos poetas, artistas, amigos e alguns homens para me
  despertarem. São minhas  escolhas. Sou eu quem atribuo valor.
  Ao ler a mensagem que recebi hoje senti um desejo incontrolável de
  humildemente apontar mais e mais idéias a respeito do tema.
  Associo atingir a um saudável estado alterado da consciência quando em
  perfeito estado de relaxamento consigo, sem o auxílio de qualquer droga,
  ficar completamente em silêncio e me integrar ao micro e macro cosmo.
  Uauuuuuuuu!!!! A sensação é divina. Não há tempo nem espaço, só paz e
  harmonia. Poderia dizer para os que são biodanzados que seria o encontro
  com o deus que está em nós e, agora, transbordando para o outro.
  Ai, ai...
  Paixão é um sentimento ou emoção levada a um alto grau de intensidade,
  sobrepondo-se à lucidez e à razão.
  Virtual é o suscetível de se realizar; potencial.
  Encontrei os 2 conceitos no dicionário Aurélio.
  Não entendo de forma alguma a paixão, seja virtual ou não, como um estado
  alterado da consciência. É uma emoção. Não é e nunca será uma simples
  fantasia. A pessoa cria a sua própria realidade e faz uso da persona, de
  máscaras. Ela aprende.
  O que somos nós senão divinas criaturas criando a realidade a toda hora?
  Resolvi conhecer o mundo das relações virtuais há cerca de 9 meses. Não
  se preocupem, não fiquei prenha. Eu adoraria, mas os meus recursos
  físicos, financeiros e materiais estão escassos.
  Novamente, "de volta ao pai dos burros", me seduzo pelo conceito de que
  relação é conhecimento recíproco e convivência entre as pessoas.
  Virtuais, com potencial de realização. Uauuuuuuu!!! Nada mais fascinante.
  Mexe profundamente com nossos conceitos e preconceitos. Só pode dar
  certo.
  Sempre me tocou profundamente a forma ousada e autoritária como nós
  julgamos tudo.  O chicote começa a agir violentamente conosco mesmo. Uma
  saraivada incontrolável nos leva a baixa-estima.
  Precisamos abrir a porta desse nosso império e ser feliz. Julgar-se amada
  ao som dos bandolins. A responsabilidade é só nossa.
  

   Luinha



 Escrito por Luinha às 06h47
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   Autor desconhecido

Recebi esta mensagem abaixo em um e.mail. Imediatamente fiquei ansiosa precisando escrever algo mais sobre o tema. Escrevi a partir do meu coração.

beijos

 

 A paixão virtual é um estado alterado de consciência, em que a pessoa concentra suas energias numa fantasia. Apaixona-se pelo sentimento, pela felicidade, pelo sonho, muito mais do que pela pessoa real. Na paixão não
se vê os defeitos ou os problemas referentes ao ser amado, vê-se apenas o estado de graça, o prazer. Principalmente nesses casos de paixão virtual, as pessoas apaixonam-se mais por si mesmas, pela sua capacidade de seduzir e se envolver, do que pelo outro. Não estando em contato direto com o amado, a paixão que acontece é apenas um reflexo : "eu me apaixono por estar apaixonado", "eu me apaixono por uma sensação" em oposição a "eu me apaixono por uma pessoa".
A sensação principal que leva a esse sentimento de paixão virtual é o desejo da aceitação. Ama-se aqueles que nos aceitam e nos tratam bem.
Ama-se a sensação de ser bem tratado. Não importa a idade, a aparência física, os defeitos ou dificuldades que o outro tenha na vida cotidiana: só o que importa são os momentos de prazer quando se está em contato, seja através de mensagens ou de chat. E essas paixões, por existirem apenas no mundo da fantasia, se tornam às vezes ainda mais fortes que nas relações reais, uma vez que só se vê no outro e só se mostra o que se quer.
Virtualmente, não existem pessoas feias. Basta ser simpático, que nossa imaginação já transforma o outro em bonito, agradável, sensual. A sensualidade está nas palavras, não nas atitudes reais. Todas as mulheres são bonitas e todos os homens são carinhosos e sensuais, porque isto é o que buscamos no outro. É por essa imagem que acontece a paixão. Apaixona-se pelo que o outro " aparenta ser", não pelo que é. E, através da comunicação virtual, é muito mais fácil preservar o ego, mostrar apenas o que se decide mostrar. Apenas o convívio desmascara. E aí, quando as máscaras caem, é que se conhece a verdadeira pessoa e podem acontecer as desilusões. A diferença fundamental com os encontros reais é que é possível manter a imagem por
mais tempo. Por outro lado, os encontros virtuais são muitas vezes tão intensos, podem ser tão ricos, que depois de alguns dias de contato entra-se geralmente numa intimidade que a maioria das pessoas não se permite nos contatos pessoais.
O fato de as pessoas não se exporem visualmente facilita ainda mais a abertura das emoções. Ao contrário dos encontros pessoais, em que a espontaneidade conta muito, nas mensagens via Internet a pessoa pode repensar suas palavras, usar citações de poesias ou elaborar o texto para surtir maior efeito. A máscara, inevitavelmente, se forma. Mas, ao contrario da vida real, em que a aparência física é o principal chamariz e só depois se vai ver o que há por dentro, nas relações virtuais primeiro se tem contato com o intelectual, depois com o emocional e afetivo... e só depois, às vezes, com o físico.
Nas relações virtuais as pessoas buscam e encontram companhia, cumplicidade, carinho, não importa muito o sexo ou condição econômica do interlocutor. Os limites físicos (corporais e de distância) não existem.
É o local onde "almas gêmeas" se encontram, onde se abrem as emoções, onde se encontra sempre carinho e aceitação.
Nunca foi tão fácil se aproximar das pessoas. As "amizades" surgem de um dia para o outro, basta se estar aberto a elas.

Nem tudo são flores, no entanto.
Algumas pessoas se aproveitam do anonimato para criar um personagem, ou seja, mostrar-se diferente do que é. Esse diferente nem sempre quer dizer uma mentira: muitas vezes a pessoa se mostra como gostaria de ser, mostra um lado seu reprimido. O tímido se transforma em eloqüente, o feio em galã, o velho em jovem, o gordo em elegante. Embalada pela fantasia, a pessoa vende uma imagem ideal, a qual, enquanto está travestido, chega a acreditar ser.
Esse, acaba se tornando o principal motivo das decepções no momento do encontro pessoal: cria-se uma expectativa de que o outro seja aquilo que mostra, e essa imagem nem sempre corresponde à realidade.
Essa imagem ideal também pode ruir antes do contato pessoal, por causa de uma fofoca, ou de pequenos problemas de relacionamento on-line. O problema maior, em geral, não está na pessoa que transmite sua imagem, mas na que gera falsas expectativas.
Autor desconhecido



 Escrito por Luinha às 06h44
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   Agradecimentos e dica

olá, Aí vão os sites da Glória.

www.gloriahorta.net

 

www.facetascariocas.zip.net

 

São excelentes... vale a pena conferir.

Beijos Glória,  muito obrigada por permitir-me postar sua crônica sobre mulheres e seus desejos.

 



 Escrito por Luinha às 11h55
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   Segredos e limitações.

Dê uma forma totalmente discriminatória com  o espaço poético, uma mensagem neste blog não comporta todos os caracteres dos desejos de minha alma. Precisei retirar um espaço importante da mensagem abaixo.

Segredos:

1) se for uma quantidade maior de frango, vai retirando da panela e refogando em uma frigideira tefal grande. Volte com eles para panela conforme fiquem dourados. Ao final darão cor e sabor extraordinários ao molho.

 2) Lave bem o quiabo em água corrente. Seque com um pano de prato. Agora sim... corte-o em rodelas finas desprezando o final do rabinho e a cabecinha.

Mantenha sempre em local seco.

 3) Nunca mexer com o quiabo na panela. Se necessário, dê uma leve sacudida na panela. Cuidado para não cozinhar até ficar mole demais.



 Escrito por Luinha às 12h30
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   Caipira com quiabo

Aí vai a receita...

 Ingredientes:

- 1 frango caipira, bem pé duro, todo cortado e lavado.

- 1 pouquinho de óleo para refogar

- 3 cebolas - 2 cortadas em 4 e 1 picadinha.

- 1/2 kg de quiabo

- 4 tomates vermelhinhos sem casca (com um pouco menos de agrotóxico). Picadinho

- 4 dentes de alho picadinhos. (na realidade eu coloco o dobro, mas você me disse que não é de seu gosto)

- sal a gosto

- salsinha picada bem pequenininha

e o segredo tam tam tam ....

Rssssssssssss - não lembro o nome terei que pesquisar rsssssssss

cadê a memória da luinha

Pronto! Descobri um site maneiríssimo ...

http://www.temperos.com.br/

Putz... incrível !

 OBS: Salve o mundo da internet. Estou totalmente seduzida como aquela mulher do blog de nominimo. Glória é seu nome. Rsssssssssssss

Seus maiores desejos foram atendidos. Notícia exclusiva de hoje no boletim da Revista Época:

“Pesquisas pioneiras revelam o que acontece no organismo durante o orgasmo e apontam para o surgimento da pílula do êxtase”

 

- páprica, um pouco... coloco de olho. É satisfatoriamente picante.

- 1 pouco de vinagre. 3 espirradas

- suco de 1 limão

 

Modo de fazer:

Salgue os pedaços de frango a gosto. Coloque-os em uma panela com o fundo bem largo.

Ponha todos os temperos, menos a cebola picada, o tomate e a salsinha. Espalhe-os com a mão. Se possível, deixe descansar por 1 hora.

Atenção: Quiabo não é tempero.

Ligue o fogo e refogue o frango em fogo baixo. Sempre sigo a orientação abaixo (segredo 1). Faz uma enorme diferença.

Abaixe bem o fogo e deixe cozinhar até ficar bem macio.

Quando estiver no ponto jogue o tomate e reserve só um pouquinho, pois usaremos no quiabo.

Numa frigideira com o fogo médio coloque 1 ou 2 dentes de alhos picados a cebola picadinha e um pouco de azeite. Refogue até ficar transparente. Quando começar a fritar coloque o restante dos tomates picados e meio copo de água. Quando estiver fervendo jogue os quiabos. Deixe cozinhar por poucos minutos (10 minutos no máximo). Estará pronto quando for possível enfiar o garfo.

Se gostar, na hora de servir  junte o quiabo ao frango em um só lado da panela e deixe ferver por 1 minuto.

Jogue a salsinha por cima

Ou na travessa coloque o quiabo primeiro e arrume os pedaços de frango no meio.

Uau... isso é muito bom.

  

PS – Resolvi partilhar a receita com vocês e todos os sentimentos que interferiram em seu preparo.

Abaixo a poética crônica de Sonia, uma mulher maravilhosa buscando ser feliz. 



 Escrito por Luinha às 12h27
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   A Última Geração de Companheiros

A Glória tem um blog muito interessante. Escreve com a alma. Muito bom!!!

Aguardo o endereço para postar por aqui.

 

Oi, Lua, pode postar à vontade fazendo referência.

Fico muito feliz.

Um beijo

Glória - gloriadagloria@hotmail.com

 

A última geração de companheiros    

                                                                                       

Todos nós concordamos que as grandes cidades estão violentas. Sair de casa noite é sempre uma empreitada. Tudo é perigoso: estacionar, dirigir, deixar o carro na rua, sozinho, com medo de voltar e não encontrá-lo.Ficar solteiro,      ciscando, também é um perigo. Ir à praia poluída também é perigoso. Viver é um  risco sem aventuras.Procurar o Príncipe Encantado é namorar colorido duzentos anos. E estamos velhos para isso. Os casamentos não deram certo, as crianças adolesceram, ficaram maiores que nós. Ficamos meios sós, quase avós, mas o  mundo não parou por causa disso.O mundo segue seu ritmo indiferente à nossa primeira ruga, ao nosso olho esperto japonezando os cantos e às bochechas pesadas que insistem em grampear um quê bonachão em nosso eterno espírito jovem e lépido e até fagueiro. A cintura fugiu enquanto nos distraíamos.       Continuamos rebeldes por dentro. Na minha idade, que nem é tanta,  reencontro a paixão. E a paixão está agora dentro de casa, dentro de mim mesma, com ele, reinventado a vida, descobrindo novas possibilidades. A criatividade de um ser  humano não tem limites quando se é estimulado. Com ele, o tempo voa. Iríamos juntos para uma ilha deserta sem fastio. Vinte e quatro horas seria pouco para  tantas opções de reinventar a passagem do tempo. As crianças (que já não são mais crianças) confessaram o ciúme: Parece que você gosta mais dele do que de   nós. Isso não é verdade, mas meus filhos têm diferentes interesses, há muito  não me fazem companhia, saem de manhã e só voltam de noite, evolucionando,  querem ver a vida de perto, ao vivo e a cores, é natural, tudo pra eles é   novo, nada foi vivido, tudo é estréia, rua, inauguração, grupo, pré-lançamento. Comigo agora é diferente. Só para se ter uma idéia: passei o  fim-de-semana com feriado e tudo feliz dentro do apartamento. Descobri, na     prática, que podemos preencher nossa vida, não importa o tamanho do vazio. Às  vezes, quando ele está assim meio desligado, eu me lembro de coisas como   tédio, solidão, ansiedade, festas com as mesmas caras,  paqueras com os mesmos  caras, ressacas, e outras coisas que eu chamava de diversão e lazer. Tola.     Pensava que eram entretenimentos. O verdadeiro êxtase de estar vivo, encarnado, carne e sangue pulsantes, é descobrir, tarde que nunca, que nossa mente é um arquivo sem limites, potência pura, que nunca esgota as possibilidades de criação e de aprendizado. Essa é a nossa riqueza. E ninguém entende. Querem que eu saia, que eu vá a festas, cinemas, praias, essas coisas. Querem me  apresentar rapazes e me levar pra rua, todos querem isso: minha melhor amiga,  minha mãe, e ultimamente até meus filhos. A mais velha deu pra dizer que é  impossível isto, alguém da minha idade viver sem sexo. Mas eu não ligo. Mentalizo. Acredito na Ciência, na Informática, na Tecnologia e na Cibernética. Tenho certeza que ainda vão inventar um computador que trepe. 



 Escrito por Luinha às 12h20
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   Nem uma gota dágua

Já fiz o passeio, inclusive com toda emoção trazida pela aventura de tomar banho nas Cataratas em um barco voador inflável. Vocês não imaginam quanta loucura. Pensei que sairia dali para o CTI, mas minutos depois uma sensação agradável de paz e muito amor.
A descrição do Zuenir não poderia ser melhor. Ele está certo, nada de camisinha. Quem está na água é para se molhar.
Eu acrescentaria que ao chegar na ponta daquela passarela uma emoção descontrolada e maravilhosa dominou-me completamente. Rolou uma energia com uma força tão intensa que ao mesmo tempo que me sentia tão pequena e frágil, estava unida e purificada por todo aquele poder da natureza.
É imperdível e é nosso.
Vale a pena conferir e fazer o passeio completo.

Nem uma gota dágua

30.11.2004 |  Por espírito de competição e vontade de superar o medo, eu deveria ter experimentado a arriscada aventura de passar debaixo das Cataratas do Iguaçu num barco inflável. O Ziraldo já tinha feito a experiência e insistiu para que eu a fizesse também, ou melhor, me desafiou a fazê-la. Não fiz e assim vou ficar o resto da vida ouvindo aquele bordão dos chatos: “Então, você na viu nada”.

Estou escrevendo no avião, de volta de uma viagem que começou no sábado de manhã e terminou há pouco, na segunda, dia 29, a uma da tarde, hora do vôo para o Rio de Janeiro. Fui a Foz do Iguaçu para o II Festival Internacional de Humor Gráfico, um evento organizado pelo cartunista Rogério Bonato e que reuniu trabalhos de mais de quatro mil artistas de 81 países, tornando-se a mais importante mostra do gênero do mundo.

Acho que nunca ri em tantas línguas quanto vendo a exposição dos 300 cartuns selecionados (ganhou o Primeiro Prêmio o russo Yuri Ochakosvsky, que vive em Israel). É animador ver como o planeta, apesar de doente, ainda faz rir. Isso foi no sábado à noite. No domingo de manhã era o passeio pelas Cataratas do Iguaçu, uma das três maiores do mundo.

Quem já visitou pode dizer se estou mentindo. Supera tudo o que se possa imaginar. Eu já tinha visto fotos, vídeos, filmes, relatos, e mesmo assim me surpreendi com aquela exagerada manifestação de grandeza da natureza. Não precisava tanto. Me senti tão impotente quanto me sinto agora para contar a experiência.

Não são alguns saltos e quedas dágua, são muitos, de vários tamanhos, alturas e volumes. Você vai subindo por uma trilha de 2km e não pára de se espantar com cada visão de uma série que parece não terminar.

Tanto quanto o impacto visual, impressiona o efeito sonoro daquela muralha líquida se despencando de 20 metros de altura. Nunca tinha ouvido um barulho como aquele – talvez só o de um vulcão em erupção, se eu já tivesse presenciado algum. É um barulho surdo, constante, visceral, primal, coisa de começo do mundo, se eu me lembro bem.

No ponto mais alto, na Garganta do Diabo, há uma passarela que avança de tal maneira que de repente você se sente cercado de água por todos os lados, inclusive em baixo. Aí você não enxerga mais nada, só ouve. Uma nuvem de espuma – eu ia dizer poeira dágua, se não fosse uma contradição em termos – o envolve e o encharca. Engraçadinho, não comprei a capa de plástico transparente que todo mundo estava usando. Disse que de camisinha, não.

A camisa ensopada, os olhos embaçados por aquela neblina lhe dão a sensação de que você está submerso, mas não afogado. Não é uma sensação ruim, mas estranha. Me dizem que muitas pessoas vêm aqui para se suicidar, em especial japoneses, não se sabe por quê. Não sobram vestígios. Os corpos são triturados, se liqüefazem literalmente. Comunhão com a natureza deve ser isso aí. Não fiquei tentado. Mas toda vez que encarei de frente aquele monstro aquoso, senti uma quase vertigem e um friozinho no estômago que me obrigaram a segurar com mais força o corrimão da passarela.

Depois desse mergulho na natureza rebelde, aparentemente indomável, foi a vez de visitar o exemplo oposto, o das forças naturais controladas pelo homem, canalizadas e transformadas em energia elétrica – a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior em operação no planeta, considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Desci de elevador o equivalente a um prédio de 30 andares (ou 40? Nem sei mais), até o fundo do que foi o leito do rio. Admirei o lago artificial que é três vezes maior do que a baía da Guanabara e ouvi informações como estas: se Itaipu fosse uma hidrelétrica a óleo, o Brasil teria que queimar 434 mil barris de petróleo por dia para obter o mesmo resultado. O volume de terra e rocha removidos é equivalente a duas vezes o Pão de Açúcar. A altura da barragem principal equivale a um edifício de 65 andares.

Para mim, porém, o que mais me desnorteou, por causa do que tinha visto na véspera, foi o vertedouro da usina, a imagem que se vê muito nas fotos: aquelas três enormes calhas despejando água constantemente. É o excedente, ou seja, o “ladrão” da usina. Calculei que por ali devia escoar uma catarata. O guia corrigiu minha besteira: “Não uma, mas 40 Cataratas do Iguaçu”.

O avião está chegando e só em recordar a experiência, estou me sentindo do tamanho de uma gota dágua. Pensando bem, nem isso.


zuenir@nominimo.ibest.com.br





 Escrito por Luinha às 12h33
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