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Necessidade e vontade
É isso aí ... andei com muitas saudades de postar por aqui, mas estive entretida com algumas coisas do mundo dos sonhos e da realidade. Uma fase de muita carência, mas veio na medida o amor, carinho, apoio, diversão, passeios e ensinamentos. uau... como aprendi sobre o amor e a dor. No mais, a certeza de que não é a idade, nem o tamanho da cintura, mas sim muita coragem, vontade e amor no coração que continuam me mostrando que vale a pena. Vamos a vida... para inspirar a linda música dos Titãs e a delicadeza e suavidade da flor dos dias frios e belos. Beijossssssssssssss
Comida Titãs
Composição: Desconhecido
Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comida, A gente comida, diversão e arte A gente não quer só comida, A gente quer saída para qualquer parte, hum A gente não quer só comida, A gente quer bebida, diversão, balé A gente não quer só comida, A gente quer a vida como a vida quer Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comer, A gente quer comer e quer fazer amor A gente não quer só comer, A gente quer prazer pra aliviar a dor A gente não quer só dinheiro, A gente quer dinheiro e felicidade A gente não quer só dinheiro, A gente quer inteiro e não pela metade Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comida, A gente comida, diversão e arte A gente não quer só comida, A gente quer saída para qualquer parte, hum A gente não quer só comida, A gente quer bebida, diversão, balé A gente não quer só comida, A gente quer a vida como a vida quer Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comer, A gente quer comer e quer fazer amor A gente não quer só comer, A gente quer prazer pra aliviar a dor A gente não quer só dinheiro, A gente quer dinheiro e felicidade A gente não quer só dinheiro, A gente quer inteiro e não pela metade Desejo, Necessidade e vontade Necessidade e desejo Necessidade e vontade Necessidade e desejo Necessidade e vontade, au
Escrito por Luinha às 20h49
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Vocês não podem imaginar... não conseguia entrar em meu blog, a senha era recusada. Agora estou aqui e me sinto novamente em casa. Aproveito para desejar uma semana sensacional, com muito amor no coração de cada um de vocês. Beijosssssssssssss Luinha
Escrito por Luinha às 11h57
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I LOVE JUREMIR
Na sua crônica de hoje Juremir Machado faz um apelo aos que o odeiam. A proposta é pra lá de tentadora. Acena com sua obra autografada. Ai ai...
Não consigo deixar de me deliciar com a grande maioria de suas crônicas e livros. Recomendo...Eu sou sua fã de carteirinha.
I LOVE JUREMIR
CAMPANHA Juremir Machado da Silva
Fui à Bienal do Livro do Rio de Janeiro participar de um café literário com Diogo Mainardi. Aproveitei para lançar a campanha 'Odeie Juremir você também'. Explico. O Orkut é o maior fenômeno da Internet na atualidade. Não conhece? Você está por fora. Pior ainda: não está no Orkut? Então você não existe. Compre uma coroa de flores. Eu já tive uma comunidade no Orkut chamada 'Eu amo Juremir'. Mas ela desapareceu. Nem sei se tecnicamente isso é possível. Porém, já se foi. Será que eu não existo? Posso provar que sim. Eu existo. E continuo maldito. Há uma nova comunidade no Orkut: 'Eu odeio Juremir'. Formada por uma única pessoa.
Não lamento o desaparecimento inexplicável da comunidade que me amava. O amor, como o elogio, é piegas. Tem algo de release. Só o ódio é sincero. Quero dizer, sincero na proporção que toma. O elogio é sempre exagerado. Lamento mesmo é o tamanho da comunidade que me odeia. UM. Há um problema técnico: 'um' é suficiente para formar comunidade? Consultei os clássicos da sociologia e não encontrei argumentos que me favoreçam.
Um cronista de respeito deve ser odiado ao menos por três pessoas. Um cronista de sucesso, evidentemente, deve ser odiado por milhares de pessoas. A comunidade dos que odeiam Diogo Mainardi é fantástica. A comunidade dos que odeiam Arnaldo Jabor é digna da maior inveja. Até eu faço parte dela. Não vou fornecer as estatísticas aqui para não melhorar os escores do cara. Sou prático: aproveitei o grande público do Diogo para lançar a tal campanha em meu (des)favor. Meu slogan, 'Odeie Juremir você também', é infalível. Minha primeira meta é bastante modesta: triplicar a comunidade que me odeia. Quero alcançar o fantástico número de três.
Como sou considerado egocêntrico e megalomaníaco, numa flagrante injustiça, pois sou a pessoa mais modesta do universo, farei jus à minha fama na segunda etapa da campanha e mostrarei uma ambição voraz: pretendo multiplicar por cem o número de integrantes da comunidade 'Eu odeio Juremir' no Orkut. Assim, chegarei à inimaginável cifra 'cem'. Esse é o meu projeto para os próximos dez anos. Estou disposto a premiar os que me odiarem. Enviarei a cada um deles as minhas obras completas autografadas. Duvido que possa existir um estímulo maior para que me detestem. E, claro, continuarei a exibir todo o meu desprezo pelo governo Lulla. Isso deve ajudar mais.
jornalista e escritor
Correio do Povo Porto Alegre - RS - Brasil
Escrito por Luinha às 13h28
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Onde está o paraíso
Se, no teu centro um Paraíso não puderes encontrar, não existe chance alguma de, algum dia, nele entrar.
Olá, que saudades... Hoje em meio a esses dias de turbulência voltei a ouvir o som dos passarinhos. Ai ai. Algumas coisas foram importantes para sobreviver aos dias dolorosos. A primeira, a deliciosa surpresa de que o respeito e o amor oferecido aos diferentes são de suma importância para a sobrevivência. Foi uma aula de não julgamento descendo pela goela abaixo. Como foi útil a relação de aplicado e recíproco carinho nesse último 1 ano. Tornou tudo mais fácil. Sobrou a convicção de que em nossas vidas nada acontece por acaso. Sempre fico surpresa com a presença d´Ele, sempre atento marcando o passo sempre a minha frente. Não pensem que estou dizendo que é tudo fácil, não é não. Selecionei do Jardim do Rubem Alves a sábia poesia – trata-se de repeteco, vocês lembram? Mas ... é perfeita para nunca esquecermos que a todo instante precisamos regar o nosso interior. Beijos Luinha
Escrito por Luinha às 10h57
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Uma bruxa é o fruto do amor entre a Terra e a Lua
Que saudades de Clarissa que corre com Lobos e dessa mulher que abro a cada manhã quando o sol desponta em minha janela.
ai ai...
Lú, minha querida amiga, muito obrigada
"Uma bruxa é o fruto do amor entre a Terra e a Lua" Mar-Garet Andreas
Descobrimo-nos bruxas quando conseguimos nos perceber enquanto mulher. De nada adianta querer ser feiticeira se não se conhece o segredo do feminino! É necessário primeiro o reconhecimento da fêmea que trazemos dentro de nós, essa parceira desconhecida que nos acompanha desde o nosso nascimento. Uma parceira silenciosa, que aponta a cada instante o caminho da sensibilidade.
Costumamos, entretanto, estar tão ocupadas com nosso universo cotidiano, que nem ouvimos sua voz doce e suave.
Para nos descobrirmos mulheres é preciso aguçar os sentidos e, assim poder vivenciar plenamente as experiências. Isso poderá, a princípio, parecer complicado, mas, iniciando com pequenas tentativas ,constataremos estar cada dia mais perceptivas.
Experimente, ao tomar banho, explorar seu corpo suavemente. Sinta cada dobra de pele, cada osso, do mais saliente ao mais escondido. Deixe que a água percorra seu corpo. Não tenha medo de sentir prazer e, ao sair do banheiro, você experimentará extraordinária leveza interior.
Quando começamos a nos descobrir mulheres, um novo mundo se descortina à nossa volta. Ficamos muito mais susceptíveis e, por conseqüência, muito mais completas. Claro que essa sensibilidade trará, inicialmente, alguns contratempos com o universo masculino, pois seremos, então, donas absolutas do nosso prazer, o que é um tanto complicado de ser entendido pelos homens. Mas será exatamente essa posse do prazer que nos permitirá ajudar nossos parceiros na captura de sua sensibilidade própria.
O universo feminino foi por séculos sufocado por uma sociedade fálica, onde predominou a linguagem do poder. Nesse discurso, não encontramos em momento algum a doçura da transcendência. Tudo fica estabelecido num sistema quadrado, composto por retas e inibidor de curvas. Voltas sinuosas que nos indicam sempre o caminho da profundidade. A própria púbis é traçada por dois montículos que, delicadamente, se vão estreitando até a espiral da vagina.
Nesse mundo de retas, sempre voltadas para fora qual grandes lanças, a espiral feminina ficou espremida, sufocada a tal ponto, que se cobriu de uma casca espessa que não deixa a mulher se perceber.
Ao próprio homem, esse pensamento retilíneo trouxe tal rigidez, que o afastou melancolicamente de sua parceira, deixando-o irremediavelmente solitário e, por sua vez, também oprimido.
Cabe a nós, mulheres restituir as curvas para melhor conviver com nossos parceiros. Só assim poderemos dançar juntos pelos campos onde outrora celebrávamos, também em parceria, a colheita. E você experimentará o maravilhoso de, sentando-se na grama sentir o pulsar alegre que ela emana, o sublime ato de, ao tocar suavemente as asas de uma borboleta, perceber nos dedos o seu cumprimento delicado. Restabelecida essa ligação, veremos que somos parte de um maravilhoso sistema encantado e não mais sentiremos medos e angústias, pois estaremos pulsando num mesmo compasso.
O grande erro do ser humano foi acreditar-se o único ser inteligente em meio à natureza, tornando-se, assim, um espécime solitário e infeliz. Quando digo ser humano, estou me referindo à civilização dita humanizada, pois não encontraremos essa infelicidade nos ditos primitivos. Esses povos possuem a profunda sabedoria da natureza, sendo, por isso, incrivelmente felizes!
Uma bruxa poderia ser considerada, pelo homem civilizado, alguém essencialmente primitivo, alguém que não presta atenção ao serviço de meteorologia, uma vez que é profunda conhecedora dos movimentos do tempo.
Fonte: Revelações de uma Bruxa, de Márcia Frazão
RESOLUÇÕES DE UMA BRUXA
Que eu seja como a que tece o pano na floresta,profundamente escondida. Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção. Que eu seja uma exilada, se este é o sacrifício. Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo, e possa celebrar os quartos em cruz, solstícios e equinócios. Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima,nas árvores desenhadas no céu luminoso. Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos. Que eu possa liberta-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundancia. Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio. Que sejamos inocentes e despretensiosos. Que eu seja capaz de gratidão. Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno. Que eu saiba isso como o meu gato, no sangue e nos ossos. Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor, em canções que soem como o aroma do alecrim, como todo o dia e na antiguidade, erva forte da cozinha. Que eu não me incline a auto-intefridade e a auto-piedade. Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da terra e dos circulos de pedra,como raposa ou mariposa, e não perturbar o lugar mais que isso. Que meu olhar seja direto e minha mão firme. Que minha porta se abra aqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio. Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega a minha porta. Que se percam na jornada labiríntica. Que eles voltem. Que eu me sente ao lado do fogo no inverno e veja as chamas brilhando para o que vier, e nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me pecam. Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro regozijo. Que o lugar onde habito seja como uma floresta. Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e por mim reverenciados com amor. Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores. Por isso, eu jogo fora a minha roupa. Que eu possa conservar a fé,sempre! Que jamais encontre desculpas para o oportunismo. Que eu saiba que não tenho opção,e assim mesmo escolha como a cantiga é feita,em alegria e e com amor. Que eu faça a mesma escolha todos os dias e de novo. Quando falhar, que eu me conceda o perdão. Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.
(Rae Beth)
Escrito por Luinha às 20h21
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