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Rio 45º
O calor continua... O sol despertou com toda energia está manhã anunciando mais um dia de calor excessivo em minha Cidade Maravilhosa. Creio que a gripe irá dominar-me de vez. A mistura de diminutas roupas, calorão e muito ar condicionado destrói qualquer possibilidade de manter-me saudável. Podemos afirmar com convicção: O Rio é uma capital do mundo. Suspendeu todos os seus conflitos e alimenta a alma dos foliões de todas as nacionalidades até depois da quarta-feira de cinzas. Lotação plena em todas as acomodações. Ontem passando por Copacabana fiquei encantada com a pluralidade, a diversidade de tons e suores em nossas ruas e praias. Tudo engarrafado - calçadas e vias. Gente por toda parte. O comércio fervilha, nem no Natal vendeu tanto. Copacabana virou um balneário. Deixou-se dominar completamente. Não é mais só um bairro da cidade. Tenho servido de cicerone para vários amigos e parentes. Visitamos pontos turísticos, o Pão de Açúcar, que deixa qualquer um extasiado. Mostrei-lhes porque fico bobinha ao terminar minhas caminhadas matinais no Mirante Dona Marta; o visual é indescritível. Levei-os para comer pastelzinho de camarão e pirão com peixe na Tia Penha em Barra de Guaratiba. Mostrei-lhes Grumary e fiamos sem fôlego na Prainha. Fomos ao Estação Unibanco assistir filmes e esticamos na livraria Prelúdio ao lado para um papinho, petiscos e o tradicional brownie de pêra. Apresentei-lhes ao meu bairro de Santa Teresa. Contei-lhes sobre o “Carmelitas” um dos mais antigos blocos da cidade. Não saí no bloco, minha filha de 17 anos, sim. Não agüento mais aquela mistura de multidão, sobe-desce e calor exacerbado. A despeito dos convites, este ano também não marquei presença no desfile do Bola Preta ontem pela manhã. O sol estava demais e eu estou de menos. É divertidíssimo participar dos mais antigo, democrático e carioca dos blocos da cidade. Teremos em breve algumas fotos por aqui. Li a crônica de hoje de Juremir Machado da Silva no Correio do Povo, jornal do Rio Grande do Sul. Como todos que me aturam por aqui sabem, sou sua fã de carteirinha. Recentemente acabei com a platônica relação e declarei-me ao instigante mestre. Em sua narrativa o jornalista ainda filosofa sobre o sensacional show dos Rolling Stones na praia de Copacabana. “Cariocou-se” de vez. Aguardo ansiosa por sua mudança para cá. Creio que quando escreveu “Getúlio”, editora Record, incrível biografia romanciada do presidente Vargas, e desnudou de forma competente o lado feminino do homem e do poder, como todo bom gaúcho foi seduzido pelas curvas, seios e cabeleira da mais viva e bela cidade brasileira. Ele tem a cara do meu Rio. Como o poeta Vinícius, cantou até em verso e prosa sobre as delícias da mulher carioca. Concordo plenamente com sua tez de anarquista empedernido. Imaginem como seria bom uma sociedade sem vips. Haja pílula da felicidade para fazer mover esse mundo repleto de carpas. Ouço Leni Andrade cantar Antonio Carlos Jobim, acompanhada do pianista Cristóvão Bastos. Veio bem a calhar. O Cd da Lumiar Discos está imperdível. Fico extasiada ouvindo o Samba do Avião. “ Minha alma canta. Vejo o Rio de Janeiro.” Ai ... ai... Beijos
Escrito por Luinha às 08h46
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Nem sei por onde começar a contar sobre a minha primeira jornada de férias. Fui com amigos muito queridos para Florianópolis. Planejei o roteiro com toques pessoais de momentos inesquecíveis que passei em outras caminhadas. Teve um pouco de tudo. Organizei a saída às 6 horas da matina. Dormi na casa de um casal de amigos para não haver atrasos. Um quarto com ar geladinho só para mim. Vocês sabem que o calor aqui no Rio de Janeiro não anda fácil. Como não uso relógios desde os 28 anos de idade, meu alarme sensorial regado a uma ansiedade natural acordou-me às 4:30 h. Esta foi uma das poucas barreiras que consegui vencer contra o “sistema” – aposentei ainda jovem o controle obcecado do tempo. Outra foi a necessidade de muletas químicas para dormir ou para ter prazer. Anos de trabalho voluntário no Amor-Exigente me trouxeram a convicção dos transtornos que causam às pessoas. Durmo como um anjo. Isto atribuo às minhas escolhas. Nem ouso julgá-las, pois aprendi que quando dizemos sim a uma coisa, dizemos não a pelo menos uma outra. Foram várias as perdas, mas nem preciso de “lexotan”. Prazer requer concentração, relaxamento, disposição e boa companhia. Companhia entenda-se especialmente você mesma. Costumo ser boa camarada. Não me suporto mal humorada. Tomei um banho gostoso e demorado, um dos prazeres que ainda me permito, mesmo consciente da escassez de tão importante líquido. Bati na suíte de meus amigos para acordá-los. Eles não têm os mesmos hábitos matinais. Demoraram a despertar e a engatar uma primeira. O calor na cozinha deixou-me um tanto zonza. Havia um cheiro forte de remédio para baratas. Eles nem sentiram. Fiquei apreensiva se acabaria em uma crise de labirintite. Fui esperá-los na varanda. Enfim saímos de casa com 30 minutos de atraso. Pegamos nossa outra companhia, pessoa muito falante e divertida. O dia estava irretocável, céu de um azul extraordinário. A viagem promete. A estrada é muito bonita. Logo fui surpreendida com a notícia de que teríamos que passar na empresa de meus amigos. Eles estão obcecados pelo trabalho. Nem sabem mais se distrair. Lá se foi mais 1 hora de atraso. A saída da cidade embora com o tráfego mais intenso foi repleta de entusiasmo. Adoro dirigir, viajar, ouvir música e estar com boa companhia. Depois de acalmarem o medo com orações e pedidos de proteção, cantei-lhes um mantra. Seguimos da Tijuca para a avenida Brasil pelos meus melhores atalhos. Uma coisa que faço muito bem é dirigir em minha cidade. Qualquer região saio a contento. Entramos na BR 101 – Sul, Rio – Santos, já em Campo Grande/Santa Cruz. Logo adiante apontei-lhes a Cidade das Crianças, uma obra invejável de nossa prefeitura que atende às crianças da zona oeste. Uma Beleza! Saímos da cidade maravilhosa e entramos em Itaguaí. Fui interrompida por uma boa surpresa matinal. Depois de um carinhoso papo e muitos beijos e xis fui acordada por um convite para ir passear em Itaipava. Adiei minha ida para Rio das Ostras. Irei quando voltar. As meninas vão indo na frente. Preciso dar uma subida na serra e relaxar. Depois contarei o resto da viagem a Floripa. Está chegando a parte mais bonita do trajeto e temperado por minhas divagações sobre se o melhor tempero do casamento seria o amor ou o ódio. Fogo atiçado por Rubens Alves
Escrito por Luinha às 08h53
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