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Acabei de escrever sobre os cheiros nossos e percebo que precisarei voltar ao tema mais adiante, faltou tanta coisa.
Ouço aqui Tu me Acostumbraste, numa interpretação fantástica de Marco Aurélio, adquiri de uma idosa mui querida a bela versão do bolero. Sempre fico mexida com o peso de sua poética melodia. Imediatamente lembro que a amiga Ceci nos alertava sobre a covardia dos homens que nos provocam o amor. Ouvindo a bela canção senti uma enorme vontade de comentar sobre a situação. Não quero emitir qualquer julgamento de valor sobre responsabilidades ou fragilidades, mas sem dúvida alguma uma vivência de amor é tudo de bom. Se a vida é um processo a se renovar a cada momento de motivos e razões, viver com o coração em ação é uma prática muita saudável.
Tú me acostumbraste
Composição: Frank Domínguez – 1957
Tú me acostumbraste A todas esas cosas Y tú me enseñaste Que son maravillosas Sutil, llegaste a mi Como la tentación Llenando de inquietud Mi corazón
Yo no concebía Como se quería En tu mundo raro Y por ti aprendí Por eso me pregunto Al ver que me olvidaste Por que no me enseñaste Como se vive sin t
Precisamos aprender a digerir de forma mais produtiva a tal da saudade. Ai ai...
Salve, o amor.
Beijinhos
Luinha
Escrito por Luinha às 07h36
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Estranho isso de me entregar a misantropia. Tenho acordado bem cedo e cumprido o ritual da água em jejum com toque suave de vinagre de maçã. Isso me traz presente o sedutor processo da vindima e coaduna de forma adequada com “De camino de la vereda”, música da trilha sonora de Buena Vista Social Club, que ouço aqui me sacudindo toda. O balanço de corpo - um vai e vem incessante é tudo de bom. Ui uis...
Acordo assim animada, minhas manhãs são profícuas - imaginação, vontade e disposição - tudo sob controle ou, melhor dizer, no mais perfeito descontrole.
Enfim a temperatura caiu e uma chuva bem fininha abençoa o último dia do ano. Os passarinhos acompanham com sua bela sinfonia os acordes. Ouvir música com fone de ouvido é algo fantástico deixa-nos com um poder. Inicialmente lembro-me que me sentia desajeitada, mas hoje tenho muita intimidade e sinto como se fôssemos um.
Durante os dias bebo chá verde japonês legítimo com certa parcimônia. Lógico que preferiria o chá Gorreana dos Açores, mas nem tudo é possível.
Hoje estou com a atenção centrada no olfato, quase não lhe damos a devida importância, mas mexe profundamente com nossa energia e disposição. Para uma boa prática precisamos eliminar todos os excessos e deixar que os hormônios cumpram sua natural disposição. Não gosto de gente cheirosa demais. Sempre fui alérgica àquelas fragrâncias francesas que nunca terminam, o máximo que me permito é o cheiro de frutas ou flores suave. Delicioso esfregar-se em um jasmim ou Lírio minhas flores prediletas. Embriagar-se com o cheiro poderoso da manga ou do pêssego. Por opção, para recompor o frescor perdido com tempo, uso diariamente na pele o pear glacê da Victoria Secret.
O cheiro compõe a identidade do ser, não é passível de intervenções fortes, pois soa falso e impessoal.
Beijos
Luinha
Escrito por Luinha às 07h02
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Procurando passarinho verde
tive que apelar, a situação estava entrando no vermelho ontem pela manhã. Ninguém percebeu tendo em vista que estive fora do pc desde então. Confesso que Não fiquei frustrada, porque tinha uma carta escondida no forro da mesa, pois ando sem manga, que calor. Aqui na Cidade Maravilhosa está um belo dia de verão, com céu límpido, de um azul exuberante.
Ontem inauguramos mais uma versão da Árvore de Natal da Lagoa, evento turístico criado pela Prefeitura. A atração a cada ano que passa fica melhor, um grande espetáculo, recomendo. O lugar por si só se bastaria, além de ser um lindo cartão postal do Rio, é perfeito para namorar, caminhar, ler, papear com os amigos, comer, ouvir música, andar de bicicleta e brincar. O show e a energia maravilhosa da assistência harmoniosa de dezenas de milhares de pessoas conseguiram agregar ainda mais valor.
Voltando às reservas de passarinhos verdes guardadas estrategicamente, acordei e vim correndo ler o meu cronista predileto, Juremir Machado da Silva. Nem sei bem o quê acontece, mas de forma conspiratória a crônica deste domingo, Sociedade da Indiferença, colocou o dedo bem no foco principal da ferida que imputava dor na minha carne. Adoro essas fantásticas coincidências. Dali fui deslizando por uma e outra leitura sobre as idéias do filósofo Gilles Lipovetsky e fiquei encantada com o excelente artigo Una sociedad sin alma.
Assisti ainda ontem à noite, no cinema, o filme O Céu de Suely, que sem dúvida mereceu todos os prêmios que recebeu. IMPERDÍVEL!!! Visitem o site do filme www.oceudesuely.com.br, o blog, que conta com uma fantástica carta de Felipe Bragança, co-roteirista e assistente de direção sobre a delicada produção - http://www.cinemaemcena.com.br/ceudesuely/blog.asp.
Eu e a filha nos lambuzamos com as gostosuras da Livraria Prefácio, recanto agradável para ler, papear, tomar chá, chocolate e café. Como umas deliciosas lingüiças alemães com saladinha verde. Dispensei os pães coloridos, confesso que sem sacrifícios. A filha enroscou-se com uma massa recheada de ricota, tomates secos e ervas.
Como se recebesse a visita da minha fada-madrinha fiquei pronta para uma boa noite de sono. Dormi bem toda noite.
Beijinhos
Luinha
Escrito por Luinha às 12h10
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