Lua Azul
   Persépolis

Estou à cata do filme de animação Persépolis, que promete. Dê só uma espiadinha abaixo.

Beijos

Luinha

 

Irã em quadrinhos premiados

Filme de animação, Persépolis retrata a vida de uma jovem diante da realidade política iraniana no final do século XX

por Graziella Beting

“Uma sabotagem à cultura iraniana." Foi assim que o governo do Irã se referiu a Persépolis, filme de animação da iraniana radicada na França Marjane Satrapi (co-autoria de Vincent Paronnaud), quando foi apresentado no Festival de Cannes. A animação em preto-e-branco, que arrematou o Prêmio do Júri, foi entendida como “um gesto de islamofobia” pelas autoridades iranianas.

Autobiográfico, o longa é uma adaptação das histórias em quadrinhos de Marjane Satrapi, um fenômeno editorial na França, publicadas no Brasil pela Companhia das Letras. Persépolis narra a vida de Marjane, da infância em Teerã, quando estourou a Revolução Islâmica de 1979 – que derrubou o xá Reza Pahlevi e levou os extremistas ao poder –, até a vida adulta, pósguerra com o Iraque.

Filha única de uma família de opositores ao regime do aiatolá Khomeini, a Marjane criança é uma espécie de Mafalda iraniana. O filme acompanha o recrudescimento do regime xiita e a difícil adolescência da personagem, entre a burca e os discos piratas do Iron Maiden. Com humor e sutileza, a autora conta sua história de forma comovente e engraçada, mesclada ao cenário político de seu país.

 

 



 Escrito por Luinha às 11h45
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   Alma velha e espírito jovem

Hoje estou por conta da saudade. Preparei um diretório no final de semana repletos de belas canções que contam sobre este sentimento que nos toma de assalto inúmeras vezes.

Respiro fundo, relaxo... Entrego-me sem qualquer apreensão às sensações e reflexões, que vão tomando conta de forma delicada.

Ai que delícia. Saúde!

Sinto-me em paz, embalada pelo colo de minha alma.

Segundo Clarissa no livro A Ciranda das Mulheres Sábias, é na alma da mulher que vive a velha sábia.  Em nosso espírito, a jovem.

Quando me entranho pelas lembranças é da velha que estou à procura, mas não largo a mão da menina que apazigua a difícil luta diária. É ela quem cria o tom da minha realidade. Passo sempre parte do dia brincando ou saltitando com ela pelos campos das gerais.



 Escrito por Luinha às 20h01
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   Deus e o Diabo na Terra do Sol

Hoje recebi mais notícias de um amigo querido, que agora não vejo mais. Trabalhamos juntos alguns anos atrás. Ele era mais jovem, mas de uma responsabilidade admirável. Eu, extremamente exigente com a efetividade de nossas realizações; ele, com tranqüila paciência, sempre correspondia às nossas enormes responsabilidades.

Nesta época eu era pura energia. Lembro-me que dava choque ao circular entre as divisórias. Tudo funcionava redondo, pois trabalhávamos sobre a tutela da visão e meu chicote exigente, mas gentil. Era tempo de abertura democrática no Brasil, tantas coisas e sonhos para construir.

Sem dúvida foi André quem me introduziu de forma prática e eficaz no mundo informatizado. Lembro-me de sua eficiência e dedicação.

Claro que mesmo sem nos vermos, as relações humanas mantidas sob a tutela dos valores, jamais se perdem. O amor, a amizade, a admiração, o respeito são imortais.

Quando contei-lhe, na entrada do século XXI, já não trabalhávamos juntos, que queria me desligar do front, para  estar nos bastidores e levar uma vida menos agitada, ele me disse que era um desperdício.

Esta semana mandou-me notícias, desde então trocamos algumas idéias por email. El,  radical, enche o ego: “Você é a única mulher que respeito como profissional. A única que conheço que não precisa  entrar no mundo dos homens para ser ouvida em uma reunião, pois tem talento, inteligência e etc..”. Depois de tantas réplicas, ele apela e diz: “O país precisa de gente como nós. Desistir é pecado.”

É o segundo homem bom que diz que sou bem resolvida como mulher.

Ai ai... Isto é demais.

Bem, imediatamente lembrei-me do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha. Uma obra–prima que não perde sua atualidade.

Continuo recebendo aqueles emails babacas de gente incompetente, que não consegue dormir com sua própria imagem. Recomendo verem seus limites com delicada compreensão.

Alerto a todos que doença dá em gente, não é castigo nem acaso. Somos finitos e precisamos digerir bem isso.

Ai ai... ou seria melhor Uiui...



 Escrito por Luinha às 10h32
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